We are carnaval…

Chegou! A época em que é proibido proibir, que você pode sair sem pentear os cabelos e vão achar que é fantasia. A época com cheiro de chuva, suor e cerveja, que você pula a o tempo inteiro e só sente dor depois que chega em casa. A época que une gostos e línguas em um lugar só. A época mais esperada por brasileiros e por toda a gringada e não, não é preciso gostar do carnaval pra aguarda-lo, só em pensar no feriado a festa já passa a ser sua preferida. Mas é pelo fato do “eu não gosto” que eu decidi fazer esse post. Não, não vou obrigar ninguém a gostar de carnaval, até porque não morria de amores até alguns anos atrás. Ultimamente tenho visto muita gente falando pelas redes sociais que não gostam da festa e pelo visto virou modinha.

Enquanto isso existem pessoas que esperam 358 dias no ano por somente 7 dias. Mas esses 7 dias tem algo que nos cativa. Alegria, magia,fantasia, liberdade. Sim liberdade, o carnaval dá uma sensação de liberdade e é um dos lugares em que você pode fazer o que quiser e isso vai ser normal! Bem que a vida poderia ser um eterno carnaval! E quando chega a quarta-feira de cinzas esperamos o carnaval de novo. Não sei se vocês me entendem, mas ora eu moro na Bahia, é inevitável não falar do carnaval com todo esse entusiasmo.

É irritante levar banho de água gelada, é péssimo suar e ficar com confetes grudados no rosto. Mas é carnaval e tudo é perdoado. No carnaval expomos todos as nossas fantasias e soltamos nosso lado criança de ser. Mas o tempo tem passado e as pessoas tem esquecido de libertar a criança dentro de si.

E quem nunca, ouviu os avós cantarem marchinhas? Passagens como “Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é?”, “Mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar”, “Daqui eu não saio, daqui ninguém me tira”, “Allah la ô, ô,ô,ô,ô mas que calor ô,ô,ô”, “Eu mato, eu mato quem roubou minha cueca pra fazer pano de prato” . Entre muitas outras que nos fazem viajar no tempo e imaginar o carnaval de outrora.

É no carnaval em que homens se vestem de mulher sem se preocupar com Marcos Feliciano ou com alguém que vá duvidar de sua “masculinidade”, em que não tem roupa certa pode se fantasiar por completo ou comprar adereços que você vai estar pronto pro carnaval.

É no carnaval que vemos como apesar de tudo é bom ser brasileiro. Que se você fosse de fora viria sempre ao carnaval e que mesmo não gostando é uma época em que a felicidade invade a sua casa sem pedir licença, independente se você vai pra rua ou se fica caçando celulite em bunda de globeleza. E bom, é só pra lembrar que não importa qual seja sua tribo. Se você é do rock, do pop, do funk ou de qualquer outra vertente, não é preciso odiar o carnaval, porque no fundo no fundo? Você não escolhe ser folião, o folião escolhe você.

Yasmin.

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